terça-feira, 18 de novembro de 2008

Esquizofrenia!

Eu sou maluco! Mas não maluco de um modo legal igual na televisão, como no filme “um morto muito louco” ou “um anjo muito doido”! Quando eu digo que sou maluco eu quero dizer que sou maluco mesmo. por várias vezes me pego fazendo coisas esquisitas como, amolando psicoticamente uma faca, vagando de madrugada pela casa sem motivo algum, ou apertando continuamente o botão da descarga e revirando os olhos enquanto ouço freneticamente o som da água descer. Mas nada disso se compara ao meu mais estranho comportamento que também é o que mais chama a atenção: Andar pela rua com um olhar vazio e perdido, enquanto falo sozinho! Já tentei convencer a mim mesmo que esse tipo de atitude nada mais é do que algum tipo de esquizofrenia que geralmente vem acompanhada de grandes prodígios e genialidades. Bethoven tinha o costume de jogar água gelada na própria cabeça antes de compor sinfonias que se tornaram eternas na historia da humanidade, enquanto Einstein era capaz de passar horas e mais horas conversando consigo mesmo(e isso sem falar no fato de não conseguir tirar uma foto em família sem fazer uma bela e generosa careta!), e ele criou a teoria da relatividade, se tornando assim o pai da física quantica. Mas eu não sou nenhum prodígio dos pianos, e nem sou nenhum gênio da física quantica, o que me leva a chegar a conclusão de que sou maluco mesmo! Quando eu era mais jovem até pensei em me internar voluntariamente em uma clínica psiquiátrica, mas era necessário ter mais de dezoito anos pra isso. Mas isso só veio realmente me preocupar(não é de hoje que minha mãe vem reclamando comigo sobre a conta de água)quando há algumas semanas atrás enquanto vagava de noite pela casa, ao entrar na cozinha de madrugada deparei-me comigo mesmo falando sozinho(e quando digo “deparei-me” quero dizer que vi a mim mesmo de fora do meu corpo conversando comigo mesmo!): -Afinal de contas o que é que há de errado com você cara?! -Ah sei lá cara, você me incomoda! Por que é que você tem que ser assim? -Assim como? Eu só fico calado o tempo todo! -É justamente isso, você não fala nada nunca. Você deveria se soltar mais Rodrigo, assim eu não agüento! -Vem cá você é maluco?? -Não, maluco é você que fala sozinho! -Sozinho não, eu to falando comigo mesmo. -Espera aí, você tá falando consigo ou comigo? -Consigo, mas na verdade quando eu falo consigo eu falo comigo, e se eu falo comigo eu falo comigo! Entendeu? -Pra mim parece confuso! -Isso por que você é maluco! -Você cismou com isso! Não percebe que se você fala que eu sou maluco então você também é?! -Não, maluco aqui é só você que fala sozinho! -Ah, e você não fala sozinho não né?! -Não, por que? -Tá vendo mais alguém aqui? -Não, só você! -E você sou eu, de forma que nós dois somos uma única pessoa, certo? -certo! -O que significa que você está falando e não tem mais ninguém no recinto. Correto? -Correto! -Logo é você quem está falando sozinho. Por conta disso, o único maluco que eu to vendo aqui sou eu! -...Quer saber... Eu acho que sou meio esquisito de vez em quando... P.S.: Não sei por que escrevi isso. Não conta pra ninguém mas me sinto confuso.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Cala a boca, eu tô falando!

Muito prazer meu nome Rodrigo Merêncio -Aperta aqui( é pra apertar a mão hein!)- o cara mais gente boa e legal que você já ouviu falar(mentira). O motivo de eu ser tão superior e melhor do que o resto da humanidade é o fato de eu pertencer a um seleto grupo de pessoas no mundo que deram a sorte de nascer na família Merêncio, que é a família mais gente boa politicamente correta da forma mais brasileira de ser(igualzinho aquelas famílias dos comerciais de Coca-Cola) Mas o que realmente me torna ainda melhor do que todos os outros foi o fato de que um dia eu devo ter caído do berço quando eu era criança e derrepente passei a achar que devia mudar o mundo com minhas fantásticas idéias de gente que assiste a MTV demais, recheadas de ironia sarcasmo e sadismo. Pra começar essa mudança de toda a cultura ocidental como nós a conhecemos é preciso analisar os problemas e encontrar a solução, e se depois de ler essa postagem você não conseguir mais ver o mundo com os belos olhos de sempre, lembre-se, ninguém faz tudo bonito sempre. Até Deus. Ele fez o cavalo e também o ânus. Esta é a lista oficial de soluções práticas para muitos dos problemas cotidianos do Rodrigo, o cara mais bonzinho e politicamente correto que eu conheço(Ei, você não vai cair nessa de "cara bonzinho" vai?!): - Nunca se ache demais, pois tudo o que é demais sobra, tudo o que sobra é resto e tudo o que é resto vai para o lixo. - O homem é um ser tão dependente que até pra ser corno precisa da ajuda da mulher. - Quem acha tudo gozado, é faxineira de motel... - O brasileiro no trânsito é omisso. Até na hora de ser atropelado ele tenta tirar o corpo fora. - Não ligue se todos vivem fazendo piadas e tentando te rebaixar só porque você é gorda. Lembre-se: você é muito maior do que isso tudo. - Preserve os gatos pingados. Afinal, eles são só meia dúzia. - Aprenda uma coisa: o mundo não gira em torno de você... Só quando você bebe demais. - Prestígio só dá dinheiro pra Nestlé! - Existem três tipos de mulher: as bonitas, as inteligentes e a maioria. -Existem três tipos de pessoas. As que sabem contar e as que não sabem(qual você acha que eu sou?)! - A família é como a varíola: a gente tem quando criança e fica marcado para o resto da vida. - Quando um homem diz que o dinheiro não resolve nada, fica claro: ele é um duro. - Quem tiver dinheiro para comprar carne, em nome de Deus, eu libero para comê-la na Sexta-Feira Santa. - Computador, TV, Internet servem como uma espécie de droga benigna. Idiotas de todo o mundo trocam mensagens idiotas entre si: melhor do que saírem dando tiros(você tá online agora?). - Não se ache horrível pela manhã: acorde ao meio dia!!! - Não beba dirigindo! Você pode derrubar a cerveja. - Quanto mais conheço os homens, mais gosto das mulheres! - Se um dia, a pessoa que você ama lhe trair, e você pensar em se jogar de um prédio, lembre-se: Você tem chifres, não asas... - A vida não é curta, você é que fica morto tempo demais. - Dívida pra mim é sagrada! Que Deus lhe pague! - No fundo, no fundo, todo mundo é bom. Difícil é segurar os canalhas no fundo da piscina! - Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta. - Não se esqueça, Jesus te ama... mas eu não! - Eu ainda quero ser pobre um dia na vida, pois ser pobre todo dia é foda! - Carioca é assim mesmo, já nem liga mais para bala perdida. Entra por um ouvido e sai pelo outro. - O Brasil precisa explorar com urgência a sua riqueza; porque a pobreza não agüenta mais ser explorada. - Sexo demais prejudica a memória e outra coisa que não lembro agora. - Se sentires um vazio por dentro, coma, porque é fome! - Sempre que uma mulher faz o melhor que pode, deve fazer duas vezes melhor que o homem para ser considerada apenas 50% à sua altura.( Ainda bem que não é difícil.) Leia, pense, e ria de si mesmo!

A dama escarlate

Acordo de madrugada de um sonho na qual não lembro qual foi, e imediatamente abro os olhos. A noite é mágica! Olho à minha volta e percebo que há algo de diferente no ar, como se o espaçotempo estivesse tentando me pregar uma peça, me colocando em um universo paralelo. Tudo está exatamente igual. O mesmo teto de laje sem embolço e um guarda roupa ao lado da cama. O mesmo lençol verde vômito sobre o meu corpo em um colchão sem coberta. Mesmo assim eu percebo que tem alguma coisa de errado. Como a música estranha do mensageiro do vento na porta da sala, ou os tubos de luz que vem da rua entrando pelas persianas da janela. Tudo exatamente da mesma forma, mas existe alguma coisa imcompreensível a percepção humana na qual naquele momento passo a perceber, e compreender que estou em outro lugar. Como se o ar flutuasse suspenso no ar. Como se o chão estivesse mais baixo e meus pés precisassem de um relance a mais de tempo para tocar o chão. Levanto e passo pela porta entreaberta do quarto me esforçando para não toca-la e quebrar todo o encanto. Caminho pelo corredor que leva até a sala(corredor esse que eu jamais havia notado que existia) e saio pela porta da frente com a mesma roupa do corpo. Aí está a prova: Nenhum passaro canta ou grilo esgarniça. Não há gatos no telhado,ou motocicletas chamando atenção nas ruas. A cidade, toda ela, está em absoluto silencio. Não há criaturas da noite ou o som do vento, sequer há vento. É como se ele não existisse mais nesse plano de realidade paralela em que estou. Saio a rua e ela está completamente deserta em uma atmosfera angustiante de ar seco e sem vento. A calçada de concreto com flores amarelas murchas caídas no chão e a rua de pedras paralelepípedo ao estilo colonial fazem contraste com a iluminação alaranjada, cor padrão moderna do Rio de janeiro. Estamos em setembro, por isso ainda é inverno, mas o céu está completamente limpo e negro- Mais uma prova de que não estou no mundo real.- e a lua está particularmente linda. Quase gigantesca e brilhante de um modo na qual eu jamais havia visto antes, e à sua volta leves nuvens extremamente brancas, cumpridas e suaves, fazendo contraste com o a cor do céu, como excesso de açúcar bem dissolvido e flutuante no café preto. Foi quando por um golpe de mágica eu a vi! Em meio a um silencio ensurdecedor, começo a ouvir uma música medieval, e derrepente surge uma dama com um longo vestido vermelho de baile, saltando por sobre o muro da esquina. Como uma donzela em perigo dos contos de fadas ela ignorou as correntes mágicas que a seguravam e escalou os muros do gigante castelo que a aprisionava. Seus cabelos negros caídos sobre os ombros de pele extremamente branca, e seu vestido púrpura davam-lhe a glória da mais divina beleza gótica que, somente havia visto em telas de pinturas medievais. Oh encantada que nascera da terra, brotara do chão e por isso recebeu do ventre materno, que é a natureza, o dom de ser chamada sagrada e santa! Vivera acorrentada dentro de um gigantesco castelo de madeira, e cansada de viver em sua prisão de angústia esquecera-se a estima que tinha pela própria vida e resolveu arriscar-se. “Ou terei a vida livre, ou a morte!”. Dotada do mesmo sentimento de auto-preservação que a manteve submissa ás suas prisões, ela se levanta e corre pelas escadarias do castelo, subindo assim até ao ponto mais alto da torre mais alta, e saltando quase suiscidamente até o muro onde se encontra encurralada nesse momento. E assim a dama de vermelho escarlate em prantos faz com que toda a noite á sua volta pareça mais cinza e incomum, lançando o universo em um teorema de caos silencioso e su-real da realidade. Eu poderia chamar alguém para comigo presenciar e compartilhar tal cena, milagre maravilhoso e mágico da natureza,mas ninguém entenderia. Qualquer um que não estivesse compartilhando do mesmo universo que eu olharia e, com ingênua ignorancia, diria: “-Porque está tão perpléxo Rodrigo? É só uma rosa no muro da esquina!”.