quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Onde tudo começou.

"Por favor, eu juro que quando escrevia aquelas coisas eu não sabia que iria iniciar uma grande e meteórica revolução na sociedade, dando início a uma nova ordem mundial...". Vai ser isso que eu vou dizer pra os federais daqui há uns dez anos se quando eu for governador do mundo for pego novamente em um daqueles escândalos com minha secretária(Giselle Biuthen) igual o Bill Clinton fez na Casa Branca. Mas mal sabem eles que toda historia tem um início, e toda a minha brilhante(e curta) carreira como escritor/articulista/blogueiro também teve um início(Igual na triologia de " O Senhor dos anéis").
Foi mais ou menos assim ó:
Rodrigo Merêncio, Abril de 1999, 13 anos de idade, 5° série do ensino fundamental.
A professora achou que a turma já estava bem grandinha e resolveu fazer uma redação com o tema "sexo" ou assuntos relacionados a esse tema.
No dia seguinte, cada aluno foi à frente da classe pra ler sua redação. A Anna Lúcia(a garota mais linda da escola) falou sobre antigos rituais sexuais, enquanto o Gerson (O cara que comia macarrão pelo nariz) "falava" sobre masturbação etc. e blá blá blá...
Até que enfim, chegou a minha vez:
-E então José Rodrigo, você fez a redação dessa vez?
Caso você ainda não saiba esse é o meu nome. Eu era meio que aquele carinha esquisito que fica sentado no fundo da sala, nunca prestava atenção, mas que virava o melhor amigo de todo mundo no final do semestre por que sempre gabaritava as provas. Eu tinha um histórico de nunca fazer os deveres de casa.
-Fiz sim Sra.
-(Prfª. com cara de surpresa) Sério?! Então vem ler pra gente!
Fui na frente da turma e comecei a ler o que seria a primeira crônica da minha vida:
-"Era uma vez no velho oeste, há muitos, muitos anos. No relógio da igreja batiam 18hs. Nuvens de poeira arrastavam-se pela cidade semi-deserta. O sol já ofuscava o horizonte e tingia as nuvens de tons vermelhos. De súbito recortou-se a silhueta de um cavaleiro.
Lentamente, foi se aproximando da cidade... Ao chegar à entrada desmontou. O denso silêncio foi perturbado pelo tintilar das esporas.
O cavaleiro chamava-se Jhonny.
Vestia-se todo de preto, à exceção do lenço vermelho que trazia ao pescoço e da fivela de prata que segurava os dois revólveres na cintura. O cavalo, companheiro de muitas andanças, dirigiu-se hesitante à uma poça de água. O velho cavalo caiu morto com um buraco na testa. O cheiro da pólvora vinha do revólver que já tinha voltado para o coldre na cintura de Jhonny.
Jhonny não gostava de cavalos desobedientes.
Jhonny dirigiu-se para o bar. Quando estava subindo os três degraus da escada de madeira o mendigo que estava na porta lhe tocou e pediu uma esmola... Três tiros foram ouvidos. O esmoleiro esvaiu-se em sangue...
Jhonny não gostava que lhe tocassem!
Jhonny entrou no bar foi até o balcão, e pediu ao barman uma cerveja. Jhonny provou e fez uma careta... Mais três tiros foram disparados.
Jhonny não gostava de cerveja morna, e odiava barmans relapsos.
Outros vaqueiros que estavam ali parados ficaram surpresos e olharam para Jhonny... Muitos outros tiros foram disparados... Ninguém conseguiu reagir(Jhonny era rápido no gatilho)...
Jhonny não gostava de ser o centro das atenções!
Saiu do bar. Deslocou-se até o centro da cidade para comprar um cavalo. Passou por ele um grupo de crianças a brincar enquanto levantavam uma nuvem de poeira. Outros tantos disparos foram ouvidos, e desta vez os dois revólveres empunhados. Jhonny não gostava de poeira, e achava que crianças faziam muito barulho...
Jhonny não gostava de crianças barulhentas!
Comprou o cavalo, e quando pagou, o vendedor enganou-se com o troco. Apenas mais um tiro...
Jhonny detestava quando enganavam-se com o troco.
Montou no novo cavalo e saiu da cidade. Mais uma vez a sua silhueta cortou-se no horizonte, desta vez com o sol já quase recolhido. Todos aqueles mortos jaziam no chão, e até o silencio era vazio e pesado...
Até que sua silhueta desaparece completamente no horizonte.
Fim."
Nessa hora eu me sentei, tentando ignorar o fato de a turma toda estar me olhando petrificada! A profª ainda que meio chocada(levemente assustada) elogia a forma como eu redigi o texto e pergunta:
-Mas José Rodrigo, o que é que isso tem a ver com o tema que era "sexo"?!
Aí eu levantei uma das sombrancelhas, dei quele sorrisinho sarcástico que só eu sei dar(o James Bond copiou de mim) e respondo:
-O Jhonny era F.O.D.A.!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O parto da Prostituta

Sras e Senhores acreditem se quiser, mas finalmente aconteceu. Minha mãe já havia me dito que um dia isso ia acontecer mas o Rodrigo simplesmente não acreditou. E aconteceu. Rodrigo Merêncio passou uma noite(inteirinha) na cadeia!
Sabe eu sempre soube que tinha meio que uma tendência pro lado mal e pecaminoso da vida(pelo menos foi isso que o meu pai sempre disse), mas sempre achei que fosse uma coisa mais ao estilo Matt Damon em "Identidade Born" ou o "hasta la vista baby" do Schwarzenegger em "Exterminador do futuro" do que a cara de coitadinho que o Beira-mar fez diante das cameras quando foi pego em flagrante.
À princípio foi uma parada meio louca mesmo. A experiência de vida que eu vou contar mais parece que saiu do ultimo livro de piadas do Casseta e Planeta do que de um Blog interessante culto e masculamente extrovertido como esse.
Lá estava eu, chegando na 27° DP, já completamente arrebentado e com as mãos presas com abraçadeiras plásticas! - Por causa dessa nova lei, agora prendem os detentos com abraçadeiras plásticas ao invés de algemas; Ou seja, nem pra estrear na cadeia como se deve eu tive direito de estrear. Eu vou processar o Estado! - Passei a noite com alguns gentis, educados e gingantescos afronegões que me ensinaram a como não é educado corrigir erros de português de quem está segurando um porrete, e no final da noite(só no final da noite) quando já estava amanhecendo o meu excelentícimo filho duma profissional do sexo que é o meu advogado resolveu aparecer pra ver o que havia de errado. Aí eles me colocaram sentado numa sala onde haviam uma mesa e cadeira prateada, e eu fiquei feliz porque tava me sentindo no "CSI".
-Nossa Rodrigo, você tá todo arrebentado. O que é que esses animais fizeram contigo?!
-Na verdade - "" é o apelido carinhoso dele - esses "animais" a quem vc se refere, somente terminaram com o trabalho, a surra mesmo aconteceu antes de eu chegar aqui!
-Ah, já sei! Briga de bar de novo ?!
Eu e o temos meio que um histórico de brigas de bar/boate/rua juntos. Juntos no modo de dizer é claro. Geralmente eu apanho, vou parar na DP e ele chega antes sequer de eu ser fichado. Mas dessa vez era diferente.
-Não! Não foi isso não!
- Então o que foi?
-Quer mesmo ouvir?
-Anda logo Rodrigo...
-Ok, foi assim: Tava eu passando pela rua num lugar que eu costumo frequentar pra aliviar o estresse de vez em quando - vulgo "lugar pra aliviar o estresse" como "puteiro" - quando saindo do estabelecimento estava bem ali a minha grande amiga , que também ajudava o Rodrigo a aliviar o estresse de vez em quando se ele desse dinheiro a ela. Mas acontece que a estava afastada há algum tempo do serviço porque a pobre coitada havia engravidado(Ei, não me olha com essa cara, eu sempre uso camisinha); e bem ali naquela hora a mulher que já estava de oito meses havia sofrido uma emoção forte(acho que foi quando ela viu o bonitão do Rodrigo) e tava passando mal. Passando mal uma óva, a mulher já estava prestes a dar a luz alí na calçada mesmo; e o dono do puteiro nem pra pegar o carro pra levar a moça pra um hospital! Tá certo que a maioria pensa que, como diz o milenar ditado chinês "Filho de puta não tem pai", mas deixar a pobre coitada dar a luz alí, bem no meio da calçada já era desreispeito demais, até pela criança.
Por sorte já haviam chamado uma ambulância do SAMU, mas quando eles chegaram a criança já estava fora, e a , já nem parecia mais uma cena do do filme "A experiência" com aquela loira que eu não lembro o nome. Mas enfim, depois que a criança nasceu foi uma alegria só entre as prostitutas, e tetas de fora era o que não faltava pra criança mamar. Então eu sabendo que as condições financeiras da pobre não eram das melhores, prontifiquei-me a ir imediatamente no mercado comprar uns doze pacotes de fraldas(não sei se percebeu mas eu tenho uma certa simpatia com prostitutas). Mas aí aconteceu que na saída do mercado eu estava tão ansioso pra ver de novo o bebê(afinal de contas ele nasceu na minha frente) que acabei esquecendo de passar no caixa pra pagar a mercadoria, e já ia saindo assim todo desvairado como se não houvesse lei nem ordem no planeta terra. Foi aí que um PM bem grandão apareceu(na verdade tive a imprenção que eram dois, um em cima do outro, dentro de uma só roupa) e gentilmente me perguntou "Praondé que tá indo essa porra de fralda"; e eu ainda dotado de todo meu espírito de altruísmo e boa vontade que estava quando senti vontade de doar as fraldas respondi ao guarda com sinceridade e honestidade "Vai pra puta que pariu!"...
. . .
Acordei algumas horas depois já na DP...